Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Eu continuo a achar que a doente devia saber...

Ola a todos!

 

Sem querer correr o risco de ser repetitiva, peço desculpa pela ausência de posts recentes... O facto é que não tenho tido muito tempo livre e também nem sempre disponho de matéria suficientemente interessante para postar...

 

No entanto, há uns dias deparei-me com um caso que me fez pensar muito e gostaria de saber a vossa opinião...

 

No serviço onde trabalho dispomos de um "protocolo" em que recebemos pacientes dos PALOP (Países de Lingua Oficial Portuguesa) que vêm ao nosso país para resolverem a sua situação clínica. Neste sentido, recebemos uma jovem (classe etária dos 20 anos) cujo diagnóstico era estenose mitral grave. Durante a sua avaliação clínica foi detectado que a doente para além de ser HIV +, tinha também Hepatite C... Após estudo do caso e dada a gravidade da referida estenose mitral, a equipa médica decidiu que a doente não tinha critérios para correcção da estenose, quer por via cirurgica quer por via percutânea. Sendo assim, a doente foi "recambiada" novamente para o país de origem. Até aqui tudo bem...

 

O que eu considero o problema é que não foi comunicado á doente que era HIV+ e Hepatite C +... Apenas lhe foi dito que "não tinha indicação cirúrgica e que se encontrava em fase terminal da doença..." Imaginem como é que a doente deve ter ficado... Mais revoltada ainda ficou a família (que reside em Portugal) com a situação, tendo mesmo questionado a equipe médica sobre a possibilidade de um transplante...

 

Dada a situação, eu considero que o mais correcto deveria ter sido informar a doente e a família sobre os verdadeiros motivos do não tratamento. Se assim fosse, compreederiam mais facilmente a situação. Por outro lado (e isto é que é grave), o desconhecimento de tais patologias pode facilmente levar à proliferação dessas mesmas doenças, já tão frequentes no mundo, em especial no continente africano. Isto porque, a doente, não tendo conhecimento da sua situação, pode adoptar comportamentos de risco...

 

Para o encaminhamento do caso, foi apenas enviada uma carta com a informação clínica da doente para o país de origem para aí lhe ser comunicado e ser eventualmente seguida...

 

Na altura não questionei a equipe médica por ter procedido assim, mas agora estou um pouco arrependida...

sinto-me:
publicado por andreia_guedes às 05:00
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1 comentário:
De reflexos a 5 de Agosto de 2007 às 06:58
Realmente não acho eticamente correcto a paciente não ter recebico informação completa na altura quanto ao seu hitorial clinico mas não te deves sentir culpada por isso. Uma pessoa muitas vezes só tem oportunidade de pensar nas coisas depois de elas passarem...

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