Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Discriminação Regional

Nos últimos dias deparei-me com alguns comentários realizados por enfermeiros que trabalham na capital, reportando-se às dificuldades sentidas na construção de uma equipa de enfermagem sólida e coesa, uma vez que os novos enfermeiros, que vêm do norte, e que começam a exercer funções no sul, abandonam rapidamente o local de trabalho para regressarem novamente ao norte. Ora bem: esta situação, no meu entender tem dois pontos de vista distintos, cujos argumentos são válidos para ambas as partes.

Por um lado temos os enfermeiros que trabalham nos hospitais da capital e do resto do sul do país que dedicam o seu tempo a integrar os novos colegas para, pouco tempo depois, os verem partir, e consequentemente ver chegar novos colegas para novamente e repetidamente proceder à sua integração. Com efeito esta situação deve ser extremamente desconfortável para quem a vive, pois acaba-se por sentir que todo o trabalho que se teve na integração de um colega foi em vão...

Dado esta situação é compreensível que nos escassos concursos publicados, a área de residência seja um factor preferencial, que se julgava suficiente para travar esta situação. No entanto, o que acontece é que os enfermeiros começam a dar moradas falsas e conseguem na mesma obter o lugar...

Agora pergunto: este factor da residência não será um tipo de discriminação, nomeadamente regional???

Há que de igual modo tentar perceber as razões dos enfermeiros do norte. Como residente da invicta não posso deixar de defender este lado da polémica. Como é do conhecimento geral, o norte é a zona do país que mais contribui para a formação de novos enfermeiros, ano após ano. Esta situação levou a que o mercado de trabalho nesta zona do país rapidamente ficasse saturado. Logicamente, os enfermeiros cedo perceberam que a única forma de pôr em prática tudo o que aprenderam ao longo dos 4anos de curso, era procurar trabalho noutras zonas do país, nomeadamente para sul, onde supostamente haveria mais falta de enfermeiros. Devo dizer que, apesar de dificilmente imaginar a minha vida fora da cidade invicta, me candidatei a tudo o que é hospital do país continental, incluindo ilhas. Infelismente não fui bem sucedida. É óbvio que qualquer pessoa que, tendo família e namorado numa determinada cidade, ao ter que ir trabalhar para longe da mesma, há mínima oportunidade tantará regressar.

O que eu considero ser o cerne da questão é a necessidade de os enfermeiros do norte terem que ir para lisboa ou até mais para sul, para conseguirem aquilo que deveriam ter na sua zona de residência: EMPREGO! Considero que é aqui, na criação de mais oportunidades de emprego no norte que reside a solução para este problema. Para tal é necessário que muita coisa mude, incluindo as políticas de cortes das Administrações Hospitalares, as inúmeras escolas de enfermagem criadas, etc...

Por tudo isto, esta situação parece não ter fim á vista... como tantas outras coisas que estão mal no nosso país...        

publicado por andreia_guedes às 13:34
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