Domingo, 16 de Setembro de 2007

Mas eles acham que ainda acreditamos no Pai Natal???

Convido-vos a ler a notícia publicada no jornal "O Sol":
Região de Lisboa e Vale do Tejo precisa de mais mil profissionais

«Lisboa e Vale do Tejo é um dos casos mais gritantes (da falta de enfermeiros). Temos uma carência de mil enfermeiros nos cuidados primários», disse Maria Augusta Sousa, à margem da Cerimónia de Vinculação à Profissão de jovens recém-licenciados, que decorreu na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

«Temos indicadores objectivos que nos permitem dizer que há efectivamente carência de enfermeiros», acrescentou.

A bastonária falava à Lusa sobre um estudo que a Ordem dos Enfermeiros está a desenvolver e que revela que mais de metade dos jovens licenciados tem dificuldade em arranjar emprego no primeiro ano após a conclusão do curso.

De acordo com Maria Augusta Sousa, «existe neste momento uma política que conduz à não admissão dos jovens enfermeiros, apesar de as horas necessárias aos cuidados de enfermagem serem elevadíssimas».

Presente na mesma cerimónia, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, escusou-se a comentar o estudo da Ordem dos Enfermeiros, por ainda não ter sido divulgado publicamente, mas assegurou à Lusa que «não há uma falta generalizada de enfermeiros em Portugal».

«Há é problemas administrativos na contratação de enfermeiros»,
que passam pela necessidade de controlar as entradas na administração pública, adiantou o governante, sublinhando que a reforma da Administração Pública «está em fase de conclusão» e que o governo vai reduzir «em muito a inacessibilidade ao mercado público».

Questionado pela Lusa se os cerca de 400 jovens recém-licenciados que estavam na cerimónia de entrega das cédulas profissionais podiam ter esperança em arranjar emprego, Francisco Ramos foi peremptório: «Não há esperança, há certeza».

«A certeza da empregabilidade em Portugal está garantida, pode é não ser no local de desejo de cada um», afirmou o secretário de Estado, acrescentando que há uma maior oferta de enfermeiros no Norte do que no Sul do país.

Como solução a curto prazo para o desemprego na enfermagem, o governante deu exemplos na área dos cuidados continuados e dos centros de saúde.

«Vamos aumentar a capacidade de oferta dos trabalhos continuados. Temos cerca de mil postos contratados e queremos chegar até aos três mil. Mas as necessidades não se esgotam aqui. Queremos dotar os centros de saúde com enfermeiros. É uma prioridade porque são os serviços que devem estar mais próximos das pessoas», disse.

Francisco Ramos criticou ainda o «fenómeno do duplo e triplo emprego», comum entre os enfermeiros, alegando que o serviço prestado terá uma «maior qualidade se o profissional tiver apenas um emprego».

Em Portugal existem cerca de 155 mil enfermeiros.

 

Lusa/SOL

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=55617

 

Só podem estar a brincar connosco...

sinto-me:
publicado por andreia_guedes às 21:28
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Eu continuo a achar que a doente devia saber...

Ola a todos!

 

Sem querer correr o risco de ser repetitiva, peço desculpa pela ausência de posts recentes... O facto é que não tenho tido muito tempo livre e também nem sempre disponho de matéria suficientemente interessante para postar...

 

No entanto, há uns dias deparei-me com um caso que me fez pensar muito e gostaria de saber a vossa opinião...

 

No serviço onde trabalho dispomos de um "protocolo" em que recebemos pacientes dos PALOP (Países de Lingua Oficial Portuguesa) que vêm ao nosso país para resolverem a sua situação clínica. Neste sentido, recebemos uma jovem (classe etária dos 20 anos) cujo diagnóstico era estenose mitral grave. Durante a sua avaliação clínica foi detectado que a doente para além de ser HIV +, tinha também Hepatite C... Após estudo do caso e dada a gravidade da referida estenose mitral, a equipa médica decidiu que a doente não tinha critérios para correcção da estenose, quer por via cirurgica quer por via percutânea. Sendo assim, a doente foi "recambiada" novamente para o país de origem. Até aqui tudo bem...

 

O que eu considero o problema é que não foi comunicado á doente que era HIV+ e Hepatite C +... Apenas lhe foi dito que "não tinha indicação cirúrgica e que se encontrava em fase terminal da doença..." Imaginem como é que a doente deve ter ficado... Mais revoltada ainda ficou a família (que reside em Portugal) com a situação, tendo mesmo questionado a equipe médica sobre a possibilidade de um transplante...

 

Dada a situação, eu considero que o mais correcto deveria ter sido informar a doente e a família sobre os verdadeiros motivos do não tratamento. Se assim fosse, compreederiam mais facilmente a situação. Por outro lado (e isto é que é grave), o desconhecimento de tais patologias pode facilmente levar à proliferação dessas mesmas doenças, já tão frequentes no mundo, em especial no continente africano. Isto porque, a doente, não tendo conhecimento da sua situação, pode adoptar comportamentos de risco...

 

Para o encaminhamento do caso, foi apenas enviada uma carta com a informação clínica da doente para o país de origem para aí lhe ser comunicado e ser eventualmente seguida...

 

Na altura não questionei a equipe médica por ter procedido assim, mas agora estou um pouco arrependida...

sinto-me:
publicado por andreia_guedes às 05:00
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Nem tudo é o que parece...

Olá a todos!

Em primeiro lugar gostaria de pedir desculpa pela minha "ausência" mas acontece que não tenho tido facilidades no acesso á internet...

Como já vos contei em posts anteriores encontro-me a exercer funções desde Abril 2007 em Lisboa e devo dizer-vos que as minhas expectaivas foram ultrapassadas em larga escala!!!

Com efeito, estou a adorar viver e trabalhar em Lisboa! A única desvantagem que encontro é estar a 300 km de distância da família, amigos e do namorado!

Enquanto estava desempregada ficava um pouco revoltada com os colegas que afirmavam que havia falta de enfermeiros em Portugal. Eu não conseguia concordar com essa afirmação pois demorei cerca de 9meses até conseguir arranjar emprego... É obvio que o racio de enfermeiros /doentes nunca foi o ideal mas a conjectura nacional em termos sociais e económicos não permite a formação desenfreada de novos enfermeiros a que temos assistido.

No entanto, agora que comecei a ter mais contacto com a realidade hospitalar (e referindo-me apenas ao serviço onde trabalho) a falta de enfermeiros é mais do que evidente!  Onde trabalho, o tão famoso racio de doentes por enfermeiro fica muito além do desejado...

Esta situação desencadeia, na minha opinião inúmeros problemas:

- Diminuição na qualidade dos cuidados prestados;

- Menor investimento na relação com o doente;

- Insatisfação profissional;

- Exaustão dos profissionais.

 

Apesar disto tudo, quem sai sempre mais lesado deste tipo de situações é o doente, que aliás se apercebe perfeitamente destes problemas, chegando mesmo a deixar sugestões/reclamações no serviço, queixando-se do escasso número de enfermeiros face ás tarefas que têm que desempenhar! Este tipo de atitudes é de louvar e encorajar para tentarmos que estas queixas cheguem até ás direcções e se faça alguma coisa! E nós, enfermeiros podemos desempenhar um papel fundamental nesta situação, relembrando aos doentes que eles têm DIREITO a um SNS de qualidade!!!

 

Comentem!

publicado por andreia_guedes às 03:04
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Quem vê caras... não vê corações... em risco

MÊS DE MAIO - Mês do Coração

A cada mês de Maio, por iniciativa da Fundação Portuguesa de Cardiologia, assinala-se em Portugal o "Mês do Coração" – trinta dias simbólicos para informar e alertar para os perigos de não cuidarmos daquele que é um órgão vital. Das muitas campanhas, rastreios, palestras e conferências uma mensagem prevalece sempre:

As doenças cardiovasculares são
a principal causa de morte em Portugal.

 

 Portanto, não deixe passar a oportunidade de realizar um dos muitos rasterios que vão decorrer ao longo deste mês, porque lá diz o ditado...

 

Mais vale prevenir do que remediar...

publicado por andreia_guedes às 23:03
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Boas notícias

Tenho o prazer de vos informar que os motivos que me levaram a criar este blog (a minha situaçao de desemprego) deixaram de existir. Devo confessar que não estava nada á espera que tal acontecesse. Com efeito fui apanhada completamente de surpresa!!! Vim a uma entrevista e consegui ser seleccionada! Trabalho numa área que adoro... a cardiologia. o único senão de toda esta história é o local de trabalho é na capital do nosso país... Lisboa! Uma cidade que a aprender a gostar a cada dia que passa. Mas não está a ser assim tão mal como pensei que fosse. Até estou a gostar da cidade, apesar de ainda não ter tido muito tempo para a visitar. O que é mais difícil é estar longe da família, amigos e namorado... Prometo dar notícias...
publicado por andreia_guedes às 21:04
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